Pássaro Solar


O rumo que envolve a todos
É devaneio coletivo...
Abraços desfeitos em sonhos
Muros erguidos na vastidão.

Quem ruma ao mar, adormeceu
Em cintilante tormento, despertou
Já não vendo céu ou chão, sente
Filho caído, envolto de mãe Gaia...

Saudosa noite, perdido em alto mar
Nos altos planos, as constelações 
E as embarcações atemporais, onde
Encontram na Terra o seu ventre.

Sente, os ventos sublimam as folhas
A Terra vibra em sopro de pura música.
Ouvem-se, trêmulos, os átomos das dores
Consentidas em coros, compromissadas...

Em não ser! A quem ruma e ruma
Ao mar, sem saber ao ar.
Destino fixo de nascer
No azul, um pássaro solar. 

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