Louca menina, já não mais
sentia
Nem o chão, nem o gosto amargo do dia.
Dizia saber das flores o seu motivo
Dançando à noite em voraz contento.
Nem o chão, nem o gosto amargo do dia.
Dizia saber das flores o seu motivo
Dançando à noite em voraz contento.
Louca menina, no silêncio
ouvia
Estrelas vivas em amável verdade.
Vozes cantando, sublimando a dor
Em sons encantados no céu estrelado.
Estrelas vivas em amável verdade.
Vozes cantando, sublimando a dor
Em sons encantados no céu estrelado.
Louca menina, foi nadar na noite
Banhar à Lua a solidão avessa.
Na nebulosa densa, pairou andante
E seu brilho frio fez dela uma estrela.
Banhar à Lua a solidão avessa.
Na nebulosa densa, pairou andante
E seu brilho frio fez dela uma estrela.

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