quinta-feira, 24 de dezembro de 2015




Louca menina, já não mais sentia 
Nem o chão, nem o gosto amargo do dia. 
Dizia saber das flores o seu motivo 
Dançando à noite em voraz contento.
Louca menina, no silêncio ouvia 
Estrelas vivas em amável verdade.  
Vozes cantando, sublimando a dor 
Em sons encantados no céu estrelado.
Louca menina, foi nadar na noite 
Banhar à Lua a solidão avessa.  
Na nebulosa densa, pairou andante 
E seu brilho frio fez dela uma estrela.

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