segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Desejávamos essa liberdade de planar sobre os oceanos, sermos pássaros e mestres do ar. Desejávamos a sede, a placenta do útero dos tempos. Nossas almas trocaram olhares fora dessa dimensão. Quando atravessamos os espelhos do infinito, quando viemos dar passos para cruzar o caminho um do outro. Talvez nossa memória não alcance aquilo que nossa alma nos mostra através do silêncio. Talvez nosso silêncio muitas vezes não nos mostre que esse caminho sempre fora eternidade. Nem sempre o silêncio será fora do tempo. Não sei quanto tempo o universo nos trouxe para sermos uma só alma. Caminhamos juntos no ritmo de uma música que é de todos. Mas já dançamos ao mesmo compasso. Assim desejamos, quando éramos apenas luz. Os olhares nunca escondem em tempo algum que centelha foram sempre.

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